80 glossário
Glossário da música brasileira
Palavras que você vai ouvir em letras, shows e conversas, e o que elas querem dizer.
- Abadá
- A camiseta que dá acesso a um bloco de trio elétrico.
- Afoxé
- Cortejo de carnaval ligado ao candomblé, como os Filhos de Gandhy.
- Agronejo
- Sertanejo com funk e orgulho do agronegócio, dos anos 2020.
- Ao vivo
- A marca do mercado atual: em 2025, 27 das 50 músicas mais tocadas do país eram gravações ao vivo.
- Aparelhagem
- Sistema de som gigante das festas de Belém; o palco do tecnobrega.
- Arrocha
- Balada romântica da Bahia, dançada colada.
- Axé
- Palavra iorubá para energia vital; nome do gênero baiano dos anos 1980.
- Baile
- A festa de funk, geralmente em quadra ou rua de comunidade; 'baile funk' virou termo internacional.
- Baião
- Ritmo nordestino lançado nacionalmente por Luiz Gonzaga em 1946.
- Balada
- Festa noturna ou boate; também 'balada' romântica, a canção lenta.
- Batalha de rima
- Disputa de rap improvisado em praças, como a Batalha da Aldeia.
- Bateria
- Na escola de samba, não é o instrumento de kit: é a seção de percussão com centenas de ritmistas.
- Batidão
- Qualquer batida pesada e dançante de funk ou pop.
- Bloco
- Grupo que desfila no carnaval de rua; os blocos afro de Salvador criaram o samba-reggae.
- Bossa
- Gíria carioca para 'jeito', 'charme'; 'bossa nova' é o jeito novo de tocar samba de 1958.
- Brega
- De 'cafona'; romântico popular dos anos 1960–80 que virou gênero com orgulho.
- Breque
- Parada no samba em que o cantor fala um trecho; dá nome ao samba de breque.
- BRock
- O rock brasileiro dos anos 1980, batizado pelo jornalista Arthur Dapieve.
- Caipira
- Habitante do interior de São Paulo e Minas; a música caipira é a raiz do sertanejo.
- Cantoria
- Encontro de repentistas no Nordeste.
- Catira
- Dança caipira de palmas e sapateado ao som da viola.
- Chamamé
- Ritmo de acordeão da fronteira com Argentina e Paraguai.
- Choro
- Gênero instrumental urbano do Rio do fim do século XIX; também chamado chorinho.
- Clube da Esquina
- O coletivo mineiro de Milton Nascimento e Lô Borges e seu álbum de 1972.
- CTG
- Centro de Tradições Gaúchas, onde se dança e toca a música do Rio Grande do Sul.
- Disco de ouro
- Certificação da Pro-Música Brasil por vendas ou streams.
- Dupla
- Dois cantores que atuam como um só nome, geralmente em terças: a formação clássica do sertanejo.
- ECAD
- Escritório que arrecada e distribui direitos de execução pública no Brasil.
- Enredo
- O tema do desfile de uma escola de samba, contado pelo samba-enredo.
- Escola de samba
- Agremiação carnavalesca que desfila com samba-enredo, carros alegóricos e bateria; Mangueira, Portela, Salgueiro.
- Fandango
- Baile de viola e rabeca das comunidades caiçaras e do Sul.
- Feminejo
- A onda de mulheres no sertanejo a partir de 2015.
- Festa junina
- Festas de junho (Santo Antônio, São João, São Pedro) com forró e quadrilha; Campina Grande e Caruaru fazem as maiores.
- Festival
- Os festivais da canção da TV Record e da Globo (1965–72) lançaram a MPB.
- Forró
- Do 'forrobodó', festa animada; não vem de 'for all', como diz a lenda.
- Frevo
- Ritmo frenético do carnaval de Recife; 'ferver' em pernambuquês.
- Funk
- No Brasil, não é o funk americano: é o funk carioca, batida eletrônica nascida nos bailes do Rio.
- Gafieira
- Salão de dança popular; dá nome ao samba de gafieira, com metais.
- Gravadora
- Casa de discos; as 'majors' e as independentes (Deckdisc, Midas, Som Livre).
- Ijexá
- Ritmo do candomblé tocado nos cortejos de afoxé.
- Intérprete
- Cantor ou cantora que não compõe; Elis Regina e Gal Costa foram grandes intérpretes.
- Iê-iê-iê
- Como os brasileiros chamaram o rock dos anos 1960, pelo 'yeah, yeah, yeah' dos Beatles.
- Jongo
- Dança de roda com tambores de origem banto, do Sudeste.
- Jovem Guarda
- Programa da TV Record (1965–68) e movimento do rock jovem de Roberto e Erasmo Carlos.
- Letrista
- Quem escreve as letras; Vinicius de Moraes e Aldir Blanc são os mais célebres.
- Louvor
- Música evangélica de adoração; o 'worship' brasileiro.
- Mandelão
- Funk paulista dos anos 2020 com graves distorcidos e 'automotivo'.
- Manguebeat
- Movimento de Recife dos anos 1990: maracatu + rock + hip-hop, com Chico Science.
- Maracatu
- Cortejo afro-brasileiro de nação (urbano) ou rural (de baque solto), em Pernambuco.
- MC
- Mestre de cerimônias: quem canta no funk e no rap.
- Mestre-sala e porta-bandeira
- O casal que conduz a bandeira da escola de samba no desfile.
- Micareta
- Carnaval fora de época com trio elétrico.
- Modão
- Sertanejo clássico e sofrido, 'de raiz'; o oposto do universitário.
- MPB
- Música Popular Brasileira: não é um ritmo, mas a tradição de canção autoral surgida nos festivais dos anos 1960.
- Ostentação
- Funk paulista de 2011–14 sobre carros, grifes e dinheiro.
- Pagode
- Duas coisas: a roda de samba de fundo de quintal (e o estilo que nasceu dela nos anos 1980) e, na Bahia, o pagode baiano dançante.
- Pagodão
- Outro nome do pagode baiano, de batida acelerada.
- Paredão
- Som automotivo potente em festas de rua, ligado ao funk e ao arrocha.
- Partido-alto
- Samba com refrão fixo e versos improvisados em roda.
- Passinho
- Dança de rua carioca nascida nos bailes funk.
- Pipoca
- Quem segue o trio elétrico fora das cordas, sem abadá.
- Piseiro
- Forró eletrônico acelerado dos anos 2020, com teclado 'pisadinha'.
- Proibidão
- Funk de letras explícitas ou sobre o crime, fora do circuito do rádio.
- Pé-de-serra
- Forró tradicional de trio: sanfona, zabumba e triângulo.
- Regional
- O conjunto que toca choro: flauta ou bandolim, cavaquinho, violões e pandeiro.
- Repente
- Improviso rimado de dois violeiros em desafio.
- Roda de samba
- Encontro informal em volta de uma mesa onde todos cantam e tocam.
- Samba de roda
- O samba do Recôncavo Baiano, cantado e dançado em roda.
- Sambódromo
- A passarela dos desfiles das escolas de samba; a do Rio foi inaugurada em 1984.
- Sanfoneiro
- Quem toca sanfona; a figura central do forró.
- Sarau
- Encontro de poesia e música, hoje forte nas periferias e no rap.
- Saudade
- A palavra intraduzível para a falta amorosa de alguém ou algo; tema de metade das canções brasileiras.
- Sertão
- O interior semiárido do Nordeste; 'sertanejo' significa 'do sertão', embora o gênero venha do Centro-Sul.
- Sofrência
- Sertanejo (e arrocha) de dor de cotovelo, bebida e traição; Marília Mendonça era a 'rainha da sofrência'.
- Tamborzão
- A batida de atabaque sampleado que definiu o funk carioca dos anos 2000.
- Toada
- A canção do boi-bumbá, cantada no Festival de Parintins.
- Trio elétrico
- Caminhão com palco e som que puxa o bloco no carnaval de Salvador.
- Tropicália
- Movimento de 1967–68 que uniu música brasileira, guitarras elétricas e vanguarda.
- Universitário
- Sertanejo nascido em festas de estudantes de Goiás e Paraná nos anos 2000; mais pop, mais rápido.
- Xote
- Ritmo lento e dançado em par do forró, do alemão 'Schottisch'.