Pandeiro
Tambor de aro com platinelas, tocado com a mão; a 'bateria completa' do samba e do choro.
O que você está ouvindo: os instrumentos que dão identidade a cada gênero brasileiro e, no fim, os instrumentos populares no mundo todo que a música brasileira adotou à sua maneira.
Tambor de aro com platinelas, tocado com a mão; a 'bateria completa' do samba e do choro.
Tambor pequeno tocado com baqueta de hastes; faz os desenhos rítmicos das escolas de samba.
O bumbo grave que marca o segundo tempo do samba; o coração da bateria.
Tambor de fricção com haste interna que 'chora' e 'ri'; som inconfundível do samba.
Dois ou mais sinos de metal de alturas diferentes, de origem iorubá.
Tambor agudo que chama a bateria; no pagode é tocado com as mãos.
Tambor grave de mão criado no pagode do Fundo de Quintal para substituir o surdo.
Bumbo raso tocado com maceta e bacalhau; a base do trio de forró.
O terceiro membro do trio de forró, marcando o tempo agudo.
Tambor de madeira e corda do maracatu, tocado com baquetas grossas; eletrizou o manguebeat.
Tambor cônico leve e agudo popularizado por Carlinhos Brown e a Timbalada.
Tambor afro-brasileiro do candomblé, da capoeira e dos blocos afro.
Chocalhos de metal ou cabaça que preenchem o samba e o coco.
Raspador de molas ou bambu, presente no samba e no afoxé.
Tambor de tronco escavado que dá nome ao carimbó do Pará.
Tabuinhas de madeira e pandeiros gigantes do bumba-meu-boi do Maranhão.
Um prato raspado com uma faca, marcando o ritmo do samba de roda.
O tambor de esteira das baterias de escola de samba.
Chocalho de palha trançada com sementes, que acompanha o berimbau na capoeira.
Cabaça envolta numa rede de contas, sacudida ou girada nas mãos.
Cabaça grande coberta de contas, de origem iorubá.
Chocalho de cabaça usado em rituais de muitos povos indígenas.
Os três tambores (grande, meião e crivador) da dança do tambor de crioula, no Maranhão.
Pequeno instrumento de quatro cordas de aço, parente do ukulele; faz a harmonia rítmica do samba e do choro.
Violão com uma corda grave extra para as 'baixarias' do choro e do samba.
Dez cordas em cinco pares, herança portuguesa; a voz da música caipira e do repente.
Solista do choro desde Jacob do Bandolim; Hamilton de Holanda toca a versão de dez cordas.
Cavaquinho elétrico de braço longo inventado por Dodô & Osmar para o trio elétrico.
Arco musical de origem africana com cabaça; rege a roda de capoeira e entrou no jazz com Naná Vasconcelos.
Violino rústico do Nordeste, usado no forró e no maracatu rural.
Viola escavada num só tronco de madeira, que acompanha o siriri e o cururu em Mato Grosso.
Viola pequena do samba de roda do Recôncavo Baiano.
Banjo com braço e afinação de cavaquinho, popularizado no pagode do Fundo de Quintal.
Flauta de bambu das bandas de pífanos do interior nordestino.
O apito de três tons do mestre de bateria comanda a escola de samba.
Trompa feita de chifres de boi, soprada pelos boiadeiros para conduzir a boiada; ecoa nas modas sertanejas e nos rodeios.
O instrumento de Luiz Gonzaga; no Sul, a gaita-ponto de botões rege o vanerão.
Instrumentos tocados no mundo todo que ganharam sotaque próprio no Brasil.
O instrumento mais tocado do país; base do samba, da bossa nova, da MPB e do sertanejo, de João Gilberto e Baden Powell a Yamandu Costa.
Chegou com a Jovem Guarda e a Tropicália e virou a voz do rock e da guitarrada paraense.
Do suingue de Luizão Maia com Elis Regina ao slap de Champignon no Charlie Brown Jr.
A base do samba-jazz e dos trios de bossa nova.
Presente nas orquestras, nos arranjos do sertanejo romântico e na música armorial nordestina.
Luciano Perrone e Edison Machado adaptaram o samba ao kit; do samba-jazz ao metal do Sepultura.
Do piano de Tom Jobim e Johnny Alf ao teclado do forró eletrônico e do piseiro.
Marcou o pop-rock dos anos 1980 e é a base do funk, do tecnobrega e da eletrônica.
Pixinguinha passou ao sax tenor nos anos 1940; presente no choro, na gafieira e no soul da Banda Black Rio.
Solista do choro desde o século XIX, de Pixinguinha a Altamiro Carrilho.
Voz do choro e das orquestras de frevo; Abel Ferreira e Paulo Moura.
Metais do frevo, da gafieira, do axé e do forró eletrônico.
Raul de Souza levou o trombone brasileiro ao jazz; essencial no frevo e na gafieira.
A gaita do blues e do rock; Rildo Hora a levou ao samba.